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segunda-feira, 5 de maio de 2008

E no fim das contas!!!

sábado, 3 de maio de 2008

Faça Amor Não Faça Guerra!!!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Charge!!![Caso FAMED-UFBA]




quinta-feira, 1 de maio de 2008

Série Homenagens!!!



Post abaixo uma poesia linda feita por um amigo de minha amiga Sara. ela foi morar em Brasília e deixou saudades na soterópolis:
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=2775604956894501276

Soube que os candangos agora têm mar!
Soube que levaram axé para lá

Soube que o samba e a capoeira aportaram no cais
Soube que Brasília virou capital dos orixás

Soube que a brisa de Iansã já alcança o coração do país
E que a cidade da Bahia já lá fincou sua raíz

Soube que as novidades também preocupam a gente de lá
O que essa cidade vai fazer quando Sara voltar?

Caso FAMED-UFBA

Nota do DCE da UFBa em repúdio ao racismo

Por meio desta nota, o DCE-UFBa manifesta sua indignação em relação às declarações do professor Antônio Dantas, coordenador do curso de medicina da UFBA (Universidade Federal da Bahia), que atribuiu o fraco desempenho da faculdade no Enade (Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes) ao “baixo QI dos baianos”, dentre outras opiniões inaceitáveis.

Consideramos a declaração do coordenador do curso de Medicina da UFBA muito grave e carregada de racismo. Há muito tempo que os formuladores do teste do QI adaptaram o curso a diferenças culturais (justamente para evitar o racismo e o preconceito regional), de modo que uma declaração como esta não explica o problema. Se o coordenador do curso não sabe o real motivo das notas baixas, é um absurdo se isentar da responsabilidade e atribuí-la aos estudantes baianos.

Antônio Dantas reaviva teorias que se julgavam mortas na Bahia, como as de Nina Rodrigues, baseadas no chamado "racismo científico". Eram baseadas nas "constatações" obviamente enviesadas, nas quais as pessoas negras eram geneticamente inferiores, sobretudo intelectualmente. É um absurdo que essas teorias ainda encontrem eco em pleno século XXI, numa universidade de renome coma a UFBa, declaradas por um professor em um cargo tão importante. Demonstra o caráter institucional do racismo na Universidade Federal da Bahia.

O Diretório Central dos Estudantes está tomando iniciativas junto ao Diretório Acadêmico de Medicina - que construiu conosco e com os demais DAs e CAs dos cursos que fizeram ENADE o boicote à avaliação -, o movimento negro e a UNE. Exigiremos o afastamento de Antônio Dantas do cargo e uma retratação da Faculdade de Medicina à comunidade baiana.
O DCE marcará uma reunião e irá cobrar providência do Reitor. Pediremos a abertura de Processo Administrativo Disciplinar para apurar a prática de outras possíveis condutas racistas por parte do professor. Além disso, iremos procurar o Ministério Público para tomar as providências devidas.
Diretório Central dos Estudantes da UFBa

CAPES anuncia aumento de bolsas


Como resultado das negociações do Ministério da Educação e Ministério da Ciência e Tecnologia com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a CAPES informa que as bolsas de estudo de mestrado e doutorado no país serão reajustadas a partir de 1º de junho de 2008. As bolsas de mestrado passam para R$ 1.200,00, e as de doutorado para R$ 1.800,00.

Com esta iniciativa o Governo Federal reafirma seu compromisso de manutenção com os avanços das atividades da pós-graduação e da pesquisa científica no país.

O aumento atual, o terceiro desde 2004, resultará num reajuste total de 67% sobre os valores das bolsas de 2002, representando no presente exercício uma expansão de cerca de R$ 90 milhões no orçamento da CAPES. (Diretoria Executiva da Capes)


Novo Livro do Professor Nelson Pretto!!!

Posto aqui mais uma pérola literária de uma figuraça da universidade federal da Bahia, o professor da faculdade de educação da UFBA Nelson Pretto. Um prazer fazer este post, pq além de grande figura humana e competente profissional o professor Pretto já foi aliado em muitas jornadas.

Ara

extraído do blog abobrinhas de nelson pretto: http://nelsonpretto.livejournal.com/

Lançamento do livro Escritos sobre educação, comunicação e cultura, de Nelson Pretto

Será lançado no dia 13 de maio, terça feira, às 19 horas, na livraria LDM da Faculdade de Educação da UFBA, o mais novo livro de Nelson Pretto, Escritos sobre Educação, Comunicação e Cultura, pela editora Papirus. O livro apresenta um mosaico de reflexões do autor sobre diversos temas, que abrange o período da década de 80 até os dias atuais, abordando principalmente temas relacionados com a comunicação, a formação de professores, os livros didáticos, a ciência, as tecnologias de informação e as questões culturais. Nelson Pretto reflete sobre esses temas a partir de um olhar que vincula o cotidiano das cidades e a academia.

O livro propõe uma ampliação do campo de atuação dos profissionais da educação na perspectiva da divulgação científica, hoje intensamente facilitada pelos recursos tecnológicos. O conjunto de textos é composto de artigos, discursos e entrevistas, uns já publicados em jornais e revistas – mas modificados e atualizados para o novo livro –, outros ainda inéditos. Neles, o autor defende que o processo educativo seja questionador, extrapolando o espaço escolar, do ensino fundamental à pós-graduação, em ações políticas que ganhem, literalmente, o mundo.

A apresentação do livro foi escrita pelo reitor da Universidade de Lisboa, António Nóvoa, que vê no livro "uma espécie de grande familiaridade na leitura dos textos" ao mesmo tempo que, "sentimos uma sensação de estranheza, causada pela maneira como certos problemas são apresentados, pela forma original e inesperada do pensar".

Para o jornalista baiano Bob Fernandes, autor do texto da orelha do livro, a importância dessa obra é porque ela apresenta a possibilidade de “uma escola menos formal, menos careta, menos atemorizante. Uma escola para o mundo que já é, virá a ser, não para um mundo que já foi.”

Nelson Pretto é professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, pesquisador do CNPq, membro titular do Conselho Estadual de Cultura já tendo sido diretor da FACED por dois mandatos, assessor do Reitor da UFBA Felippe Serpa, superintendente de Projetos Especiais da Fundação Centro Brasileiros de Televisão Educativa (FUNTEVÊ), diretor de Estudos e Análises do INEP e membro da diretoria do Sindicato dos Professores do Estado da Bahia (SINPRO). Foi um dos pioneiros da implantação da internet na Bahia e atualmente dá aulas na Faculdade de Educação da UFBA exatamente sobre as temáticas do livro.


ANPG divulga carta à Comunidade Científica

extraído de www.anpg.org.br

17/04/2008

A Associção Nacional de Pós-Graduandos entrega carta ao Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior em reunião nesta quinta-feira, 17 de Abril de 2008.

São Paulo, 17 de Abril de 2008.

CARTA À COMUNIDADE CIENTÍFICA


A Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), em conjunto com todas as Associações de Pós-graduandos (APG's), vem a público externar a mais veemente insatisfação para com a conduta da Capes e do CNPq em relação aos seus bolsistas de pós-graduação.

O fato mais recente foi o não-cumprimento de um compromisso assumido publicamente por essas agências, partindo de suas livres e espontâneas iniciativas, de reajustar o valor das bolsas de pós-graduação em 20%. Tais anúncios divulgados para milhares de pós-graduandos que, por acreditarem nas palavras das instituições, se programaram desde então seguros de que a partir de março teriam esse adicional.

O desconforto aumentou ainda mais quando a Capes só informou oficialmente o rompimento de sua promessa nas vésperas do depósito das referidas bolsas, causando incalculáveis transtornos à vida de um sem-número de pós-graduandos. O CNPq nem isso fez. Hoje, o cenário que temos são pós-graduandos inseguros em relação à continuidade de seus cursos de idiomas iniciados, congressos programados, livros adquiridos e tantos outros investimentos feitos a partir dessas promessas.

Tanto pior para os bolsistas da Capes, que há um bom tempo não mais dispõem do auxílio-tese e ainda sofrem a discriminação de efetivamente não contarem com a taxa de bancada, a qual somente beneficia pós-graduandos do CNPq. Pode-se afirmar inclusive que existem hoje no Brasil pós-graduandos de primeira (CNPq) e os de segunda categoria (Capes).

Assim sendo, reafirmamos nossa disposição em impulsionar um grande movimento em defesa da pós-graduação, que passa incondicionalmente pela reconquista da credibilidade das Instituições Capes e CNPq e da luta intransigente por um Projeto de Nação que integre os pós-graduandos como imprescindíveis na consecução de um país cada vez mais justo, desenvolvido e harmonioso. Além disso, é mister fazer saber que, embora haja grande oferta de mão-de-obra na atualidade em nosso país, faltam trabalhadores qualificados para atender a um ciclo de crescimento econômico mais sustentado e duradouro.

A ANPG e o conjunto do Movimento Nacional de Pós-graduandos, não pouparão esforços e tampouco sossegarão enquanto não forem tomadas medidas emergenciais, tais como:

1- Cumprimento do reajuste anunciado pela Capes e CNPq de 20% nas bolsas de pesquisa com caráter retroativo a partir de março de 2008;

2- Retorno do auxílio-tese pela Capes e adoção da mesma pelo CNPq;

3- Definição de nova metodologia na destinação da taxa de bancada aos pós-graduandos da Capes (depósito direto), para que os mesmos possam ter acesso a esses recursos imprescindíveis na melhoria de sua formação científica;

4- Regularização e uniformização no depósito das bolsas dos pós-graduandos Capes, e

5- Cumprimento integral do Plano Nacional de Pós-Graduação PNPG – 2005/2010.

Desde já, manifestamos nosso desejo de reconquistar a credibilidade da Capes para podermos juntos caminhar na mesma direção, no caminho da luta por um país que jamais vire as costas aos seus jovens e incansáveis batalhadores da ciência nacional.

Por fim, reiteramos que jamais nos curvaremos ante os vícios de qualquer sistema ou de políticas de caráter elitista, apartadas dos interesses da grande maioria do povo brasileiro.

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUANDOS

Vergonha!!! Preconceito e Racismo em São Paulo na virada "cultural"

















extraído de http://www.midiaindependente.org/

Um ano depois do episódio de violência policial gratuita na virada cultural, a criminalização da pobreza continua. Mas longe das cameras e da imprensa que condenaram o abuso de autoridade presenciados no show do Racionais MCS na Praça da Sé.

Desta vez, a violência não foi feita através do uso dos cacetetes, gás lacrimogêneo, spray pimenta, bombas de efeito moral e balas de borracha. A violência veio através do preconceito e do racismo da Prefeitura de São Paulo e da Polícia Militar. De maneira inacreditável, os eventos de Hip-Hop ficaram no palco mais afastado e foram segregados do burburinho da virada cultural, dentro das grades do Parque D.Pedro.

Para entrar atrás das grades do Parque D. Pedro e assistir ao evento, era obrigatório a passagem por um cerco policial, no único lugar da virada "cultural" onde o público era revistado pelos policiais, diferentemente dos outros lugares da virada e sem nenhum motivo, o consumo de bebidas alcoólicas trazidas pelo público estava proibido. Um ano depois do violência desmedida da policia, quem recebe o ônus é a população que pratica a valorização cultural da periferia.

Quem é preto como eu já tá ligado qual é,
Nota Fiscal, RG, polícia no pé
"escuta aqui:
o primo do cunhado do meu genro é mestiço,
racismo não existe, comigo não tem disso,
é pra sua segurança".
Falou, falou, deixa pra lá.
Vou escolher em qual mentira vou acreditar.
Racionais MCS - Em qual mentira vou acreditar

terça-feira, 29 de abril de 2008

Dica Musical da Semana!!!!

Essa semana vou apresentar para vocês 2 dicas musicais que descobri perambulando pelo festival musical conexão vivo (www.conexaovivo.com.br) que anda rolando em BH:

Los Alamos

extraído de www.conexaovivo.com.br

A atração internacional da primeira noite do Conexão Vivo, Los Alamos, sobre aos palcos e mostra que a Argentina, além do tradicional tango, também tem representantes do folk, blues e rock psicodélico.O grupo, formado por Peter (voz e violão acústico), Joaquín Ferrer (bateria), Jonah Schwartz (bandolim e harmônica), Pico (baixo), Poly (violão elétrico) e Gaby (acordeão e trompete), recebeu influencias tão variadas como imprescindíveis: Leonard Cohen, Neil Young, Robert Johnson, John Fahey, Bob Dylan, Velvet Underground, Love Spacemen 3, Spiritualized, Tindersticks, The Cramps, Johnny Cash e Hank Williams.
Em menos de um ano do lançamento primeiro disco No se menciona la soga em casa del ahorcado (2005), Los Alamos foram nomeados como banda revelação segundo votos de leitores e críticos especializados da revista Rolling Stones (Argentina) .A banda se apresentou pela primeira vez no Brasil no Abril pro Rock em 2007 na noite de encerramento do festival em Recife (PE) que contou também com a participação de Rebeca Matta, atração do Conexão Vivo no dia.Em entrevista para a Trama Virtual, o grupo compara a cena independente da música argentina com o que se tem feito no Brasil. Confira



Móveis Coloniais de Acaju


extraído de www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br/banda/

Com nome baseado em evento histórico – um conflito entre índios e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal – Móveis Coloniais de Acaju é uma banda de estilo singular. Ao que já foi autodenominado, em termos gastronômicos, de 'feijoada búlgara' é possível perceber rock, ska e a influência de ritmos de todo o mundo e da música brasileira.

A banda tem passagem por eventos e locais dos mais importantes do país como o Brasília Music Festival (2003), Curitiba Rock Festival (2005), Bananada (2003 e 2004), Porão do Rock (2000, 2005 e 2007), MADA (RN), Se Rasgum (PA), Canecão (RJ), Humaitá pra Peixe (RJ), Via Funchal (SP), Festival Indie Rock (RJ e SP), Festival No Ar (PE), Circo Voador (RJ), Festa da Música (DF), Goiânia Noise Festival (GO) e RecBeat (PE, 2008). Entre shows e festivais, o grupo esteve ao lado de artistas e bandas importantes como as americanas Weezer, Live, Alanis Morissete, Simple Red, Slackers e Voodoo Glow Skulls, a venezuelana Desorden Publico e a francesa Gotan Project, a inglesa The Rakes, e as brasileiras Charlie Brown Jr, Ultraje a Rigor, Ira, Pato Fu, Barão Vermelho, Dead Fish, Los Hermanos, Nação Zumbi, Maria Rita, Orquestra Imperial.

Notícias da Ilha!!!

Extraído da Agência Carta Maior: www.cartamaior.com.br

O QUE A MÍDIA NÃO CONTA

Mudanças em Cuba?

O acesso ao celular tornou-se massificado em todo o mundo ocidental nos anos 90. Nessa época, Cuba tinha prioridades diferentes à de proporcionar acesso ao telefone celular para a população. Segundo a Unicef, a cada dia mais de 26 mil crianças menores de cinco anos morrem de fome ou de doenças curáveis. Nenhum cubano faz parte destas listas.

A imprensa tem sido prolixa com respeito às mudanças ocorridas em Cuba depois da escolha de Raúl Castro como presidente da República, e também comemorou uma eventual liberalização da economia da ilha (1). Mas esta realidade foi tratada, como sempre ocorre quando se fala de Cuba, de maneira superficial e errada. Seja com respeito à aquisição de aparelhos elétricos, aos hotéis ou aos celulares, as restrições que estavam vigentes até pouco tempo atrás tinham explicações racionais, mas as multinacionais da informação não abordaram nenhuma delas.

Na verdade, foi lançado um intenso debate no início do ano 2008, pouco antes da decisão de Fidel Castro de não se apresentar para a reeleição, com o objetivo de melhorar o socialismo cubano. Esse debate envolveu o conjunto da população e gerou 1,3 milhão de propostas.

Os aparelhos elétricos
A mídia anunciou com grande estrondo que os cubanos já eram livres para adquirir aparelhos elétricos e eletrodomésticos, dando a entender que antes a venda estava completamente proibida (2). Contudo, a realidade é sensivelmente diferente. A venda destes artigos jamais esteve proibida em Cuba, fora alguns produtos de informática e outros de grande consumo energético, tais como os fogões elétricos ou os microondas, em uma época em que a produção energética de Cuba era insuficiente para cobrir as necessidades da população.

Com efeito, durante o período especial, que começou em 1991, depois da desintegração do bloco soviético, Cuba ficou sozinha diante do mercado internacional e teve que enfrentar o desaparecimento de mais de 80% do seu comércio exterior e, também, o acirramento da implacável agressão econômica dos Estados Unidos. Neste contexto extremamente difícil, a ilha do Caribe foi golpeada por fortes penúrias, particularmente quanto à energia, o que provocava longos apagões. Nessa época, as autoridades limitaram a venda de aparelhos elétricos devoradores de energia. Essas restrições estavam totalmente justificadas. De fato, teria sido irresponsável proceder de outro modo, uma vez que o sistema energético, fortemente subvencionado, poderia ter entrado em colapso.

Graças à engenhosidade dos cubanos, aos esforços que contaram com o apoio da população e às novas relações comerciais com países como a Venezuela e a China, Cuba dispõe de uma economia mais forte e conseguiu resolver seu problema energético. Graças à “Revolução energética”, lançada em 2006, que consistiu em substituir as lâmpadas e os antigos eletrodomésticos, como televisores, refrigeradores, ventiladores e outros aparelhos elétricos, por produtos mais modernos cujo consumo é menor, milhões de cubanos foram beneficiados por toda uma gama de produtos eletrodomésticos novos com preços subvencionados pelo Estado, ou seja, abaixo de seu valor de mercado.

Atualmente, a economia de energia que foi conseguida permite enfrentar a demanda da população, o que explica a eliminação progressiva das restrições quanto à aquisição de novos aparelhos eletrodomésticos, computadores e outros, como reprodutores de vídeo. Assim, os cubanos têm acesso a uma seleção mais ampla de bens de consumo. Portanto, as limitações tinham como explicação apenas um fator econômico, isto é, uma produção de energia insuficiente. A imprensa ocidental não se incomodou em abordar estes elementos ao tratar do tema.

A mídia apressou-se em sublinhar, com razão, que muitos cubanos não poderiam ter acesso aos artigos à venda pelo valor de mercado devido ao seu elevado custo com respeito ao salário relativamente modesto vigente em Cuba. Não obstante, esta realidade concerne a uma parte imensa da população mundial, que vive na pobreza e cujas principais preocupações não são adquirir um reprodutor de DVD ou um microondas, mas, sim, comer três vezes por dia e ter acesso a saúde e educação, angústias inexistentes em Cuba.

Assim, segundo o último relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sobre a insegurança alimentar no mundo, 854 milhões de pessoas em todo o planeta, entre elas 9 milhões nos países industrializados, sofrem de desnutrição (3). No continente americano somente três países já alcançaram os objetivos da Cúpula Mundial da Alimentação 2015: Cuba, Guiana e Peru (4). Segundo a Unesco, atualmente, um de cada cinco adultos no mundo não é alfabetizado, ou seja 774 milhões de pessoas, e 74 milhões de crianças carecem de escolas (5). Segundo a Unicef, a cada dia mais de 26.000 crianças menores de cinco anos morrem de fome ou de doenças curáveis, ou seja 9,7 milhões de crianças por ano (6). Nenhum cubano faz parte destas listas.

As multinacionais da informação sempre evitam apresentar a realidade cubana em relação com a problemática latino-americana e do Terceiro Mundo, porque ela é edificante e leva, inevitavelmente, a fazer comparações.

Os celulares
O acesso ao celular também se ampliou em Cuba por diversas razões (7). A primeira é de ordem econômica e a segunda de ordem tecnológica. O acesso ao celular tornou-se massificado em todo o mundo ocidental nos anos 90.

Nessa época, Cuba tinha outras prioridades diferentes à de proporcionar acesso ao telefone celular para a população. Os desafios guardavam relação com a alimentação, o transporte e a moradia. O problema alimentar atualmente foi resolvido em Cuba. No que se refere ao transporte, está sendo solucionado, principalmente graças à importação de numerosos ônibus da China. Quanto à moradia, trata-se, sem dúvida, da principal dificuldade que a população enfrenta.

Neste caso, também não se trata de uma especificidade cubana. A realidade é a mesma em qualquer cidade do primeiro mundo, como Paris, com uma diferença: em Cuba o problema é a falta de moradia devido às sanções econômicas norte-americanas, que impedem a construção de 100.000 habitações adicionais por ano, enquanto que os parisienses estão diante de uma absurda aberração. Com efeito, mais de 100.000 moradias, que pertencem às classes acomodadas, estão vazias em Paris, enquanto 100.000 famílias estão procurando um teto. Apesar de que existe uma lei para requisitar essas vivendas, ela nunca é aplicada pelas autoridades. Em Cuba, os cidadãos jamais aceitariam semelhante escândalo (8).

Na França, segundo o Ministério da Habitação, 1,6 milhão de pessoas vivem em moradias sem chuveiro ou sem banheiro. Mais de um milhão de franceses estão alojados em “situação de superpopulação acentuada”, 550.000 pessoas vivem em pensões, entre elas 50.000 crianças, 146.000 em caravanas e 86.000 são “sem-teto” e moram na rua (9). Contudo, em torno de dois milhões de moradias estão vazias na França, 136.554 delas em Paris. Outra aberração: somente 32.000 moradias em Paris pagam o imposto sobre moradias vazias, quando deveria ser pago por mais de 136.000. Mas as autoridades preferem fechar os olhos (10).

Voltando ao celular, o segundo obstáculo era uma questão tecnológica (ainda é o caso para o acesso a Internet, porque Washington impede Cuba de se conectar ao cabo de fibra óptica do Estreito da Flórida, que lhe pertence). Cuba dispõe de uma conexão por satélite limitada que, por outro lado, é extremamente cara. Essa é a razão pela qual o acesso ao telefone celular era restrito. Com a melhora da situação econômica, a oferta foi ampliada para toda a população, ainda que as tarifas continuem sendo muito elevadas. Neste caso, ocorre a mesma coisa: apesar de que o celular está amplamente difundido no Ocidente, continua sendo um luxo para muitos habitantes do planeta.

O acesso aos hotéis
Quanto aos hotéis, a mídia também demonstrou parcialidade. Até 1º de abril de 2008, o acesso aos hotéis de luxo não estava proibido, como afirmou a imprensa ocidental, mas limitado. Aqui, a explicação é de ordem social e econômica.

Nos anos 1990, o ressurgimento de um fenômeno que foi erradicado quando triunfou a Revolução, em 1959, preocupava muito as autoridades: a prostituição. Para tentar conter este problema, que surgiu das dificuldades que os cubanos tiveram que enfrentar, o governo de Havana decidiu limitar o acesso da população às infra-estruturas turísticas. Graças ao bom desempenho dos trabalhadores sociais e à melhora da situação econômica, este fenômeno social, se bem ainda não desapareceu completamente, foi atenuado substancialmente.

A segunda explicação é econômica. De fato, com o desenvolvimento vertiginoso do turismo, a partir dos anos 1990, a capacidade hoteleira cubana mostrou ser insuficiente para acolher ao mesmo tempo os estrangeiros e os cubanos. As autoridades privilegiaram a acolhida dos estrangeiros, principalmente na alta temporada, partindo de um raciocínio econômico: um turista cujas demandas de veraneio não fosse possível satisfazer gastaria seu dinheiro fora do país, o que geraria um capital ocioso significativo para a economia do país. Em compensação, a pequena categoria de cubanos que possui os recursos necessários para pagar por um hotel de luxo gastaria seu dinheiro em outros setores, mas ele ficaria no país.

A imprensa ocidental também ficou apenas nas tarifas relativamente proibitivas para o cubano médio. Segundo a Associated Press, são pouquíssimos os cubanos que podem pagar por um quarto que custa 173 dólares por noite no hotel “Ambos Mundos” (quatro estrelas) da Havana Velha, um dos estabelecimentos turísticos mais prestigiosos da capital, que era o preferido de Ernest Hemingway (11). E tem razão. Mas a imprensa esquece, mais uma vez, de mencionar que o acesso a um quarto de um hotel de renome é um luxo para todos os habitantes do Terceiro Mundo e para uma ampla categoria de cidadãos que vivem em países desenvolvidos. Apenas como comparação, quantos franceses, por exemplo, podem pagar por um quarto de 730 euros (o mais barato) no Ritz (cinco estrelas) de Paris? (12)

Liberalização econômica?
Será que estas reformas levam para uma certa liberalização da economia cubana? (13). Seria um erro pensar isso. É preciso lembrar que nos anos 1980 os cubanos tinham acesso com abundância aos bens de consumo. Trata-se simplesmente de que estão suprimindo restrições que já não têm razão de ser. Outras deveriam vir a seguir, muito em breve. Assim, o governo decidiu alugar terras ociosas para pequenos produtores privados com a finalidade de aumentar a produção agrícola, no momento em que os preços das matérias primas atingiram picos históricos (14).

As verdadeiras mudanças em Cuba ocorreram em 1959 e a ilha está em constante evolução desde essa data. Lá, a crítica é constante e basta com ler a imprensa nacional para ficar convencido disso, especialmente os jornais Juventud Rebelde e Trabajadores, cujo tom é extremamente incisivo e sem concessões. Há uma vontade política inegável, entre os altos dirigentes, de promover o debate. A própria filha de Raúl Castro, Mariela Castro, sexóloga que defende os direitos das minorias gay e lésbica, advogou em favor do “socialismo, porém com menos proibições” (15). Mas a mídia finge não perceber esta realidade.

Contrariamente ao que pretendem —e esperam— as multinacionais da informação, Washington e a União Européia, os cubanos não voltarão para uma economia de mercado, senão que vão continuar se esforçando na construção de um socialismo moderno, mais justo e mais racional.

Notas

(1) Will Weissert, «Raul´s Reforms May Strengthen Communism», 2 de abril de 2008.

(2) Will Weissert, «Castro Reforms: Dvd´s, Farms for Cubans», The Associated Press, 2 de abril de 2008.

(3) Organisation des Nations unies pour l´alimentation et l´agriculture, L´état de l´insécurité alimentaire dans le monde 2006 (Rome : FAO, 2006), p. 8.

(4) Ibid., p. 17.

(5) Institut de statistique de l´UNESCO, «Alphabétisme», 9 de abril de 2007. http://www.uis.unesco.org/ev.php?URL_ID=6401&URL_DO=DO_TOPIC&URL_SECTION=201 (site consultado em 15 de abril de 2008).

(6) UNICEF, A situation des enfants dans le monde 2008. A survie de l´enfant (New York, décembre 2007), p. 1.

(7) The Associated Press, «Cuban Restrictions Eased By Raul Castro», 2 de abril de 2008, Will Weissert, «Cubanos hacen largas filas para comprar celulares», The Associated Press/El Nuevo Herald, 15 de abril de 2008.

(8) Droit au Logement, «Le logement em chiffres: exclusions et inégalités», 2002. http://www.globenet.org/dal/index.php3?page=SOMMSITUCHIF (site consultado em 15 de abril de 2008).

(9) Ministère du Logement, de l'Equipement et des Transports, Questionnaire da Commission da Production et des Echanges. Projet de LFI pour 2001 & INSEE, enquête 2001 sur a population «fréquentant les services d'hébergement et les distributions de repas chauds», in Droit au Logement, op. cit.

(10) Droit au Logement, op. cit.

(11) Will Weissert, «Thanks Raul: Cubans Can Stay in Hotels», The Associated Press, 1 de abril de 2008.

(12) Hôtel Ritz Paris, «Tarifs».
http://www.ritzparis.com/jump_to.asp?id_target=1250&id_lang=1 (site consultado em 15 de abril de 2008).

(13) Reuters, «Les téléphones portables désormais autorisés à Cuba», 14 de abril de 2008.

(14) The Associated Press, «Cuba Lends private Farmers Unused Land», 1 de abril de 2008; Andrea Rodriguez & Will Weissert, «Communiste Cuban Solution: Private Farms», 5 de abril de 2008.

(15) Alessandra Coppola, «Socialismo, ma com meno proibizioni», Corriere della Sera, 27 de março de 2008.

Salim Lamrani é profesor, escritor e jornalista francés especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos. Já publicou os libros: "Washington contre Cuba" (Pantin: Le Temps des Cerises, 2005), "Cuba face à l´Empire" (Genève: Timeli, 2006) e "Fidel Castro, Cuba et les Etats-Unis" (Pantin: Le Temps des Cerises, 2006). Acaba de publicar "Double Morale. Cuba, l´Union européenne et les droits de l´homme" (Paris: Editions Estrella, 2008).
Contato: lamranisalim@yahoo.fr

Tradução: Naila Freitas / Verso Tradutores

Thesis Writting in Progress!!!



segunda-feira, 28 de abril de 2008

Flor de Lótus!!!

No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim. Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade. Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se. Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim. Que ela era minha, e que essa perfeita doçura Tinha desabrochado no fundo do meu coração


RABINDRANATH TAGORE

Poesia!!!


Fernando Pessoa

Tenho Tanto Sentimento
Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Dica Musical da Semana!!!!

Jaco Pastorius


Extraído de: www.clubedejazz.com.br/ojazz/jazzista_exibir.php?jazzista_id=81

Como um cometa que passa uma vez na vida, o gênio Jaco Pastorious queimou durante um tempo breve, mas até hoje as chamas das inovações que trouxe permancem influentes nos jovens baixistas. Como um dos músicos que tinha mente mais aberta nos anos setenta e oitenta, Pastorious tocou um baixo elétrico estilo fretless. O estilo de sua performance era enérgico, às vezes frenético, empolgando qualquer músico que tocasse com ele.

Pastorius nasceu em 1 de dezembro de 1951 em Norristown, Pensilvania, e cresceu em Fort Lauderdale, Florida. Foi na mistura potente de soul, blues e influências musicais caribenhas no Sul da Flórida que Pastorius afiou o seu baixo, se apresentando em vários grupos musicais.

Em 1975 ele gravou com Pat Metheny e, um ano depois, ele se uniu ao grupo Weather Report. A força de sua música reluziu a banda como comprovou o seu sucesso comercial de 1977 , “Birdland”. Seu disco de estréia como líder tinha a presença de Herbie Hancock na música “Speak Like A Child”. O álbum seguinte, “Word Of Mouth” ficou famoso por sua grande banda e pelas peças atonais. Também foi um solicitado sideman, tocando com Hancock, Hubert Laws, Michael Brecker e Jack DeJohnette.

Pastorius entre outras gravações atuou em “Hejira” e “Shadows and Light” de Joni Mitchell, que na época era sua companheira. Seu comportamento foi se complicando em razão do abuso de drogas e bebidas, o que acabou destruindo a sua brilhante carreira. Ele morreu em 21 de setembro de 1987, assassinado por um segurança em um clube de Fort Lauderdale.

Discografia

1976
Jaco Pastorius Epic/Legacy
1981
The Birthday Concert (live) Warner
1981
Word of Mouth Warner
1983
Invitation (live) Warner
1986
Live in Italy Jazzpoint
1986
Jazz Street Timeless
1986
Curtain Call (live) Another Hit

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O Método Científico Escancarado!!!!

Conhecendo sua Bike!!!!

Esperando!!!

Um Dia Típico na Vida de um Físico


Honestamente roubado do blog Pelos Flancos!!!!
By Aristides!!!

Típico

-O que você faz?

-Doutorado em Física.

-Educação Física?

-Não, só Física mesmo. Sem educação.

-Ah... Nossa! Você deve ser muito inteligente!

-Não é isso. É só questão de gostar do que faz.

-Eu era horrível em Física no colégio, detestava!

-Aham...

-Você pretende dar aula?

-Pretendo fazer pesquisa, mas dar aula é uma consequência inevitável nessa carreira.

-Mas você também trabalha ou só estuda mesmo?

-Se você acha que só trabalha quem pega em enxada e vassoura então eu não trabalho, só estudo mesmo. Com a sua licença, preciso ir ali vomitar.